A Iniciativa Liberal no Parlamento Europeu questionou hoje a Comissão Europeia sobre os critérios que utilizou para disponibilizar apoio a Moçambique através de duas instituições que, alegou, excluíram o líder da oposição do diálogo político.

De acordo com uma pergunta endereçada à Comissão Europeia de Ursula von der Leyen, o eurodeputado liberal e candidato à Presidência da República João Cotrim de Figueiredo quer saber “que critérios e diligências prévias aplicou a Comissão na seleção do Instituto para a Democracia Multipartidária e da Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil como intermediários” para o apoio da União Europeia ao Diálogo Nacional Inclusivo de Moçambique.

João Cotrim de Figueiredo também quer saber que medidas pondera o executivo comunitário adotar para assegurar que os fundos são utilizados de maneira transparente e que o que está acordado com Maputo é cumprido.

“Como avalia a Comissão [Europeia] a exclusão de Venâncio Mondlane [líder da oposição] do processo, apesar do seu apoio explícito à sua inclusão”, questiona o europarlamentar da IL.

Em causa, de acordo com a IL, está a exclusão de Mondlane, líder da oposição moçambicana, de um processo de diálogo multipartidário que o deveria incluir e que a própria Comissão Europeia pediu que o incluísse, como maneira de apaziguar o clima de conflitos no país, que persistiu depois das últimas eleições gerais, em outubro de 2024.

Na ótica de João Cotrim de Figueiredo, os “desenvolvimentos recentes”, incluindo a exclusão de Venâncio Mondlane do processo, levantam “preocupações quanto à coerência entre os compromissos assumidos pela UE e a sua implementação”.

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